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domingo, 30 de abril de 2017

Brasiliense e Ceilândia empatam primeiro jogo da final do Candangão

Ricardo Botelho/Especial para o Metrópoles


O placar ficou em 2 x 2. As equipes voltam ao Mané Garrincha para definir o campeão no próximo sábado (6/5), às 16h30



Brasiliense e Ceilândia empataram o jogo de ida da final do Candangão 2017 por 2 x 2, no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. O resultado refletiu o equilíbrio em campo e, no próximo sábado (6/5), às 16h30, as equipes voltam à arena da capital Federal para definir o campeão.
Um novo empate leva a decisão para a disputa por pênaltis. Se houver um vencedor no tempo normal, esse time será o campeão.
O volante Aldo, do Brasiliense, foi o nome da partida. Além de um passe para o gol de Reinaldo, ele anotou o da virada ao driblar o goleiro Artur. No primeiro jogo da final e em boa parte do campeonato, Aldo foi o jogador mais vibrante da equipe, além de contribuir com gols, assistências e desarmes.
Pelo Ceilândia, o meia Filipe Cirne soube conduzir a equipe e se destacou, principalmente na primeira etapa. O zagueiro Badhuga contribuiu ainda com o gol de empate.
O jogo
O Ceilândia abriu o marcador com gol do atacante Michel Platini. Mas, aos 33 minutos do 1º tempo, Reinaldo empatou para o Jacaré. Aos 28 minutos do 2º tempo, Aldo virou a partida para o Brasiliense. No fim do jogo, foi a vez do Ceilândia deixar o placar igual: 2 x 2. “O time entrou com um pouco de descuido, mas tivemos paciência para buscar a virada. Depois, sofremos o empate. Esse é o meu jeito de jogar, colocando o time para cima”, explicou Aldo.
Sobre a fase artilheira – são 10 gols somando as edições 2016 e 2017 -, Aldo diz que o estilo voluntarioso o beneficia. “Tem que ter pulmão para marcar e aparecer para finalizar. Os jogadores que vêm de trás, os de marcação, eles não costumam ficar atentos e aí aproveito”.
O meia Filipe Cirne, do Ceilândia, afirmou que o jogo foi equilibrado. “No final, o placar foi merecido pelo jogo que as equipes apresentaram”, analisou.
O clima na arena foi de paz, com muitas famílias. As equipes já estão garantidas na Série D do Brasileiro de 2018. O jejum dos times é parecido. O Brasiliense não conquista o campeonato local desde 2013, enquanto o Ceilândia levantou a taça pela última vez em 2012. O Jacaré tem oito troféus do Candangão em sua coleção, enquanto o Gato Preto foi campeão em duas oportunidades.
al pai, tal filhaDesde 2015, Luiza Oliveira acompanha o Brasiliense de uma forma mais profissional. Filha de Luiz Estevão, ela ocupa agora o cargo de diretora de futebol do Jacaré. Missão que tem dado certo na temporada, com o time garantido na Série D do Brasileiro e na Copa do Brasil de 2018.
“Tem quatro anos que não ganhamos o título e será muito importante tê-lo este ano. Montamos um time muito bom e trabalhamos muito para chegar até aqui. Estamos com esse troféu na cabeça”, destacou Luiza.
Ricardo Botelho/Especial para o MetrópolesRICARDO BOTELHO/ESPECIAL PARA O METRÓPOLES
O Brasiliense iniciou a preparação para a disputa do Candangão 2017 em 21 de novembro de 2016. Em 6 de maio, o clube espera voltar a ser campeão, o que não acontece desde 2013. “Esse cargo de diretora é a maior felicidade do mundo. Estou contente com o que conquistamos até agora”, completou Luiza Oliveira.
O trabalho da jovem de 20 anos não se resume a ver os jogos. O acompanhamento nos treinamentos e até nos julgamentos do time, como o que ocorreu após a confusão na partida contra o Gama, também fazem parte da rotina.
Ficha técnica
CeilândiaArtur; Dudu Lopes, Badhuga, Wallinson e Elivelto; Didão, Emerson Martins (Willian Carioca), Alcione e Filipe Cirne (Formiga); Michel Platini (Gilmar Herê) e Romarinho
Técnico: Adelson de Almeida
BrasilienseAndrey; Patrick, Preto Costa, Wallace e Gérson; Aldo, Lucas Zen e Souza; Reinaldo (Malaquias), Peninha (Luquinhas) e Marcio Diogo
Técnico: Rafael Toledo
Gols: Michel Platini, aos oito, e Reinaldo, aos 33 minutos do primeiro tempo. Aldo, aos 28, e Badhuga, aos 39 minutos do segundo tempo
Estádio: Mané Garrincha
Árbitro: Almir Camargo

Fonte: Metropoles

Ceilândia e Brasiliense se encaram pelo primeiro jogo da final do Candangão

Ceilândia e Brasiliense se encaram pelo primeiro jogo da final do Candangão


Primeiro jogo da final ocorre neste sábado, às 16h30, no Mané Garrincha




De um lado o Brasiliense, que não chegava na final desde 2013, do outro o Ceilândia, vice-campeão ano passado e que não quer repetir a história. Este é o enredo de Ceilândia e Brasiliense, os donos das duas melhores campanhas do Candangão, que se encaram neste sábado (29), às 16h30, no estádio Mané Garrincha, pelo primeiro jogo da final do campeonato.
A segunda partida está marcada para o sábado que vem (06/05), às 16h30, também no Mané Garrincha.
Romarinho e Souza convocam os torcedores para a final do Candangão
CEILÂNDIAAtual vice-campeão candango, o Ceilândia é dono da melhor campanha do campeonato, o time até aqui tem um aproveitamento de 75,56%, venceu dez jogos, empatou quatro e perdeu somente uma partida, na estreia, diante do Real.
O Gato Preto tem o melhor ataque, com 27 gols, e conta com o artilheiro do Candangão, Romarinho, autor de 11 gols até aqui.
Artilheiro do Candangão, Romarinho divide os méritos com companheiros do Ceilândia
O Ceilândia se classificou na primeira colocação na fase de grupos, e para chegar até a final, o alvinegro candango eliminou o atual campeão, Luziânia, nas quartas de final, venceu os dois jogos, o primeiro por 5 a 1 e o segundo por 1 a 0, e eliminou o Paracatu nas semifinais, na primeira partida empate em 1 a 1, e no segundo jogo vitória por 2 a 1.
DESPEDIDIANo comando do Ceilândia desde 2014, o técnico Adelson de Almeida anunciou que vai sair do comando do time após os dois jogos das finais. O comandante alvinegro tem história no clube, foi com ele no comando, em outras passagens, que o clube venceu os dois campeonatos de sua história, em 2010 e 2012.
Técnico do Ceilândia pode deixar o clube após final do Candangão
BRASILIENSESem chegar na final desde 2013 o Brasiliense aposta na experiência de jogadores como o meia Souza (capitão da equipe) e do atacante Reinaldo. O time conta também com o goleiro Andrey, que foi campeão mundial sub-20 com a Seleção Brasileira, em 2003.
O atacante Nunes é outro jogador importante para a equipe, mas ele não joga esta primeira partida, foi expulso no segundo jogo da semifinal contra o Sobradinho.
Veterano Souza diz que recuperou a alegria de jogar no Brasiliense
Na primeira fase do campeonato, o Brasiliense ficou em 2º lugar, com o mesmo número de pontos do Ceilândia (24), mas com menos saldo de gols. Nas quartas de final eliminou o Real, venceu o primeiro jogo, por 3 a 0, e perdeu o jogo da volta por 2 a 1. Nas semifinais eliminou o Sobradinho, ao vencer os dois jogos, 2 a 1 na ida e 4 a 1 na volta.
Com estes númeor o clube é dono da segunda melhor campanha do Candangão, com 73,3% de aproveitamento, foram dez vitórias, três empates e duas derrotas - a primeira aconteceu na fase de grupos, diante do Brasília e a outra nas quartas de final, para o Real.
Brasiliense x Ceilândia: Souza e Romarinho aquecem a final do Candangão
FINAIS ENTRE CEILÂNDIA E BRASILIENSEOs dois times já decidiram o Campeonato Brasiliense em duas oportunidades, na primeira, em 2005, o Jacaré se deu melhor e ficou com o título, mas naquela temporada o campeonato não contava com jogos de mata-mata.
Em 2010 o Ceilândia deu o troco, venceu a primeira partida da final por 3 a 1, e empatou em 2 a 2 o jogo da volta, conquistou o seu primeiro título estadual e quebrou a sequência de seis conquistas seguidas do Brasiliense.
FINALISTAS DA DÉCADACeilândia e Brasiliense são figuras quase certas nas finais do campeonato nesta década. Das 8 finais, de 2010 até 2017, os times só deixaram de marcar presença em 2, em 2014 e 2015:
2010: Ceilândia x Brasiliense;
2011: Brasiliense x Gama;
2012: Ceilândia x Luziânia;
2013: Brasiliense x Brasília;
2014: Luziânia x Brasília;
2015: Gama x Brasília;
2016: Luziânia x Ceilândia;
2017: Ceilândia x Brasiliense
Fonte: http://globoesporte.globo.com/df/

Já rebaixados, Brasília e Atlético Taguatinga empatam no Abadião

Começou nesta quarta-feira (29) a última rodada da primeira fase do Candangão 2017. Como já estão rebaixados para a segunda divisão de 2018, Brasília e Atlético Taguatinga tiveram o confronto entre os times antecipado para esta manhã, no estádio Abadião, na Ceilândia.
O jogo terminou empatado em 2×2 e os gols saíram apenas no segundo tempo da partida. Daniel abriu o placar para o Brasilia aos sete minutos. Diego fez o gol de empate do Taguatinga aos 28 minutos.
Dois minutos depois, Ygor fez o segundo do Brasilia e Diego voltou a marcar e empatou o jogo aos 33 minutos.
O Brasília termina a edição do Candangão 2017 na 11ª posição, com sete pontos. Já o Atlético Taguatinga encerrou a participação na lanterna, também com sete pontos ganhos.
Fonte: esportesbrasilia
Author: Sérgio Porto

Brasília e Taguatinga são rebaixados para a Segundona do Candangão

Brasília e Taguatinga estão rebaixados para a Segunda Divisão do Campeonato Candango. Mesmo sem entrar em campo, o Brasília teve a queda decretada porque o Taguatinga jogou neste domingo (23/6) contra o Formosa e foi derrotado por 4 x 3, em partida disputada no estádio do Abadião, em Ceilândia.
Divulgação/Atlético TaguatingaCom a vitória, o Formosa chegou a 10 pontos na classificação, pontuação que não pode ser alcançada nem por Brasília nem por Taguatinga, ambos com seis. Resta apenas uma rodada do campeonato a ser disputada, no próximo fim de semana.
Finalista de três das últimas quatro edições do Candangão, campeão da Copa Verde e única equipe candanga a participar de uma edição Copa Sul-Americana, o Brasília sentiu a falta de investimentos com a troca da diretoria da equipe. O Taguatinga montou equipe modesta para a competição e desde os primeiros jogos dava sinais de que lutaria para não ser rebaixado.
A última rodada do Campeonato Brasiliense será disputada no próximo sábado (1/4). O Gama lidera com 21 pontos, seguido por Brasiliense, também com 21, e Ceilândia, com 20.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Com ares de elefante branco, Mané Garrincha completa 100 jogos de futebol

Felipe Menezes/Metrópoles

augurado em 18 de maio de 2013, após ser demolido e reconstruído, o Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha completa 100 jogos nesta quinta-feira (2/3), com a partida Real x Santa Maria, válida pelo Campeonato Candango. O jogo modesto contrasta com os números acumulados pelo gigante. A começar pelo custo da obra, monumental como a avenida que fica ao lado da arena: foi gasto R$ 1,8 bilhão, o valor mais alto entre os estádios construídos para a Copa do Mundo de 2014. Hoje, o custo mensal de manutenção gira em torno de R$ 700 mil.
Da reestreia até hoje, 2.217.355 torcedores passaram pelos 99 jogos de futebol disputados até agora (confira curiosidades abaixo). Mas o estádio que recebeu importantes partidas da Copa das Confederações de 2013, da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016 — além de shows como os de Paul McCartney, Pearl Jam e Guns ‘n Roses — pouco terá a comemorar este ano.

Isso porque a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), com apoio da maioria dos 20 clubes da Série A, proibiu a venda de mando de campo no Brasileirão. Dessa forma, o Flamengo — time que mais atuou no gramado brasiliense, com 20 duelos — não voltará a sua segunda casa, pelo Brasileirão-17.
A decisão da CBF irritou o Rubro-Negro carioca. “Essa proibição é muito desagradável. Consideramos uma covardia. Não só com Brasília, mas como as outras arenas. A gente espera que isso seja revertido em algum momento”, disse ao Metrópoles o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello.
Sem poder receber confrontos da principal competição nacional, o Mané Garrincha terá que recorrer a outros torneios. Por ora, o jeito é se contentar com partidas do Campeonato Candango. Nesta quinta-feira (2), Real x Santa Maria vão fazer o jogo de número 100 da casa, às 16h. O calendário de partidas de futebol só está garantido até maio, quando ocorrem as finais da disputa local. No restante do ano, a arena pode ficar às moscas.
O arquitetoNão são apenas os torcedores que podem ficar na mão. Autor do projeto do estádio e personagem essencial na história do novo Mané Garrincha, o arquiteto Eduardo Castro Mello não esconde a frustração com alguns aspectos da obra. No entanto, a reclamação não é pela escassa programação esportiva, mas devido ao projeto que ficou pela metade, uma vez que muitas das intervenções planejadas não foram executadas.
Lamento não ter sido possível finalizar algumas obras complementares previstas no projeto, tais como a Usina de Placas Fotovoltaicas no anel de cobertura do estádio, que iria suprir toda a demanda de energia elétrica a custo zero. Espero que essas melhorias possam, em um futuro próximo, estar à disposição dos moradores de Brasília"
Luiz Roberto Magalhães/Portal da Copa

Eduardo Castro Mello, arquiteto que projetou o Mané Garrincha
LUIZ ROBERTO MAGALHÃES/PORTAL DA COPA
Eduardo Castro Mello: projeto de geração de energia ficou só na promessa

Paisagismo e túnel inexistentesOutras obras relacionadas ao Mané Garrincha também não passaram de promessas. É o caso da implantação do projeto paisagístico e de manejo de águas pluviais em todo o setor no entorno do estádio. Havia ainda a previsão de túneis interligando o Parque da Cidade Sarah Kubitschek ao Eixo Monumental, próximo ao Centro de Convenções, e de lá ao estacionamento do estádio (veja na galeria abaixo).

Prejuízo para os cofres públicosAs críticas também vêm de órgãos públicos. Ex-presidente e atual conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), Renato Rainha analisou minuciosamente cada relatório das obras envolvendo o Mané Garrincha. O TCDF conseguiu, a partir de um acompanhamento permanente, impedir alguns desmandos.
Mas a ação do Tribunal não foi suficiente. O prejuízo com sobrepreços na arena ultrapassa os R$ 450 milhões. Nessa lista, estão incluídos, por exemplo, contrato de nivelamento a laser do gramado e pagamento maior pela metragem e pela aquisição da grama. Ante todos esses gastos e a pouca utilização do Mané Garrincha, o disgnóstico de Renato Rainha é incisivo:
É um elefante branco e não há solução. Está praticamente sem uso e vem se depreciando"
Renato Rainha, conselheiro do TCDF
A qualidade da obra até hoje é investigada em processo pelo TCDF. O relatório prévio aponta que existem incompatibilidades entre os acabamentos especificados e os materiais empregados na obra. Defeitos como resto de material, trincas, desníveis e até a largura do piso e dos degraus são apontados no relatório, que ainda espera de decisão de mérito.
“É um estádio onde foi gasto dinheiro sem qualquer razoabilidade. Não temos times de tradição e a arena custou mais do que o Maracanã. Não há justificativa. Por muito menos fariam uma arena, na ordem de R$ 300 milhões, e sobraria R$ 1,4 milhão para investir na saúde, por exemplo”, ressalta o conselheiro do TCDF Renato Rainha.
Hoje, sabe-se para onde foi parte do dinheiro usado para erguer o Mané Garrincha: escoou pelo ralo da corrupção. Investigadores da Operação Lava Jato — que apura desvios bilionários de dinheiro público da Petrobras — descobriram que recursos foram destinados ao pagamento de propinas. A informação foi confirmada por um dos delatores preso na ação, Otávio Azevedo, ex-presidente da Andrade Gutierrez.

 
Quem vai pegar o Elefante Branco no colo?A pergunta que se faz é: quem vai cuidar do estádio? Com gastos na casa dos R$ 700 mil mensais para a manutenção da arena, o GDF tenta passar a gestão da praça desportiva à iniciativa privada.
O governo local criou uma área chamada ArenaPlex, que envolve a administração não só o estádio Mané Garrincha, como também o Ginásio Nilson Nelson, o Complexo Aquático Cláudio Coutinho e as quadras poliesportivas do local.
Uma empresa foi contratada para elaborar um estudo de viabilidade. De acordo com a Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), falta apenas o projeto específico para o Ginásio Nilson Nelson. Os demais já foram concluídos. Assim que essa etapa estiver concluída, será lançado o edital de licitação para escolher a empresa que ficará responsável por executar o projeto.

Fonte: Metrópoles