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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Brasília define Julinho Camargo como novo técnico e demite diretor executivo

Ex-Goiás, Julinho Camargo será o técnico da equipe no restante da temporada 2016. A chegada do treinador está prevista para terça-feira e a estreia será em 13 de fevereiro


O Brasília definiu o substituto de Omar Feitosa no comando da equipe. Ex-Goiás, Julinho Camargo será o técnico no restante da temporada 2016. A chegada do treinador está prevista para terça (9), mas a nova comissão técnica começa a trabalhar nesta sexta (5). Contra o Paracatu, neste sábado, pela 2ª rodada do Campeonato Candango, Marquinhos Carioca estará no banco de reservas.

"Estou muito feliz. Aceitei o convite muito pelo presidente (Luis Felipe Belmonte). Espero ajudar bastante o clube nessa passagem pelo Distrito Federal", disse brevemente o novo técnico em contato por telefone.

Julinho conheceu parte do grupo do Colorado em agosto de 2015. O Goiás foi eliminado de forma surpreendente pelo Brasília na Copa Sul-Americana, em pleno Serra Dourada, por 2 x 0. "Lembro, sim, alguma coisa do time", admite. Em 2016, o Brasília disputa, além do torneio local, a Copa do Brasil e a Copa Verde.
 
A estreia de Julinho está marcada para 13 de fevereiro, contra o Santa Maria, pela 3ª rodada do Candangão. O jogo será no estádio Serra do Lago, em Luziânia
 
Chegada e partida

O novo técnico foi anunciado no mesmo dia que a diretoria demitiu o diretor executivo Leandro Rodrigues, genro de Vanderlei Luxemburgo. "Reassumi o comando geral do Clube e terei como auxiliares diretos Roberto Marques, como Diretor Institucional; professor Julio Soster, com Diretor Técnico e meu filho Luís Eduardo Belmonte como Diretor Administrativo. O cargo de Diretor Executivo foi extinto", explica o presidente Luis Felipe Belmonte.

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Mané Garrincha deve sediar competição batizada com o nome de Oscar Niemeyer, em janeiro - E TEVE ESSA COMPETIÇÃO?!?


Carlos Vieira/CB/D.A Press
Oscar Niemeyer desenhou monumentos, palácios, edifícios, mas não conseguiu “erguer” um estádio. Foi finalista — derrotado — em concurso para projetar o Maracanã, em 1941. Ainda este mês, o criador de Brasília pode receber uma homenagem inusitada no esporte e — de quebra — trazer um time sul-americano para o nem sempre tão povoado Mané Garrincha. A exemplo do que ocorreu no início do ano passado, Brasília pode sediar mais um torneio amistoso, desta vez batizado de Niemeyer Cup.

O formato da competição prevê a participação de quatro times: um da América Latina, um de “expressão nacional”, conforme carta-convite enviada aos clubes, e dois do Distrito Federal. O presidente do Brasília, Luis Felipe Belmonte, ajuda na negociação com as equipes brasileiras, embora o diretor executivo, Leandro Rodrigues, negue a participação do clube na organização. “Não temos nada a ver”, adianta. Os jogos seriam disputados em 23 e 24 de janeiro.

Primeiro, Belmonte tentou trazer o Flamengo, em contato com o presidente Eduardo Bandeira de Mello, mas o rubro-negro já tem compromissos no Nordeste, com Santa Cruz e Ceará, nos dias 21 e 24. A segunda alternativa foi o Botafogo. Os cariocas receberam oferta de cerca de R$ 400 mil para vir a Brasília — em princípio, os convidados só jogariam uma vez, contra o Brasília. O Botafogo ainda analisa a proposta, porque tem partida agendada para o dia anterior, contra a Desportiva Ferroviária, em Vitória (ES).

“O Brasília recebeu uma carta-convite, mas estamos à espera do presidente, que está viajando, para decidir se aceitaremos”, diz Rodrigues, por telefone, de Atibaia (SP), onde o colorado disputa a Copa São Paulo de Futebol Júnior.

Segundo o diretor executivo, um grupo de investidores teve a iniciativa de criar a Niemeyer Cup. De acordo com o convite, os jogos teriam apenas 45 minutos de duração, o que pode facilitar a vinda do Botafogo. Afinal, o alvinegro teme o desgaste do elenco e pode, inclusive, pedir o adiamento do amistoso. O clube enfrenta uma crise financeira, e os R$ 400 mil representariam um respiro.

Em entrevista à Rádio Botafogo Oficial, o presidente do clube carioca, Carlos Eduardo Pereira, confirmou o convite, mas não a participação. “Provavelmente, faremos um torneio em Brasília, antes da estreia no Campeonato Carioca, que será contra o Bangu.”

Até agora, porém, o Mané Garrincha não tem nenhuma data reservada para jogos de futebol em janeiro, de acordo com a Secretaria Adjunta de Turismo, administradora do estádio.

O outro time do DF convidado foi o Gama, campeão candango e eliminado na primeira fase da Série D de 2015. “Já estamos confirmados”, crava o presidente do clube, Antônio Alves do Nascimento, o Tonhão. Na Granada Cup, em janeiro de 2015, o alviverde venceu o Zalgiris (2 x 0) e empatou com o Goiás (1 x 1). Entre os dirigentes há a informação da vinda do atual vice-campeão mundial, o River Plate. O Correio entrou em contato com a assessoria de imprensa dos argentinos, mas não obteve retorno.

Organizador da Granada Cup, em janeiro do ano passado, o empresário Márcio Granada nada tem a ver com a Niemeyer, assegura Leandro Rodrigues. Em 2015, Granada trouxe a Brasília o ucraniano Shakhtar Donetsk e o lituano Zalgiris, além do Goiás e dos “coringas” Cruzeiro e Flamengo. O Gama foi a quarta equipe a integrar o torneio amistoso, vencido pelos goianos. O diretor do Brasília, entretanto, não informou o nome do grupo investidor, que teria pedido sigilo aos convidados. 
Fonte: http://www.df.superesportes.com.br (com adaptações)

Gramado do Mané será "reformado", e estádio só poderá receber jogos em 15 de fevereiro

Fluminense deve levar partida contra o Atlético-PR para o Bezerrão, no Gama

Gustavo Moreno/CB/D.A Press
Brasília abrigará 10 jogos de futebol durante a Olimpíada do Rio


O ano do Mané Garrincha parecia começar bem, mas o Comitê Rio-2016 acabou com a euforia. Só em janeiro, o estádio brasiliense receberia ao menos dois jogos: Brasília x Taguatinga, na abertura do Candangão, no dia 30, e Fluminense x Atlético-PR, pela estreante Primeira Liga, no dia 27. Brasília receberá jogos de futebol durante a Olimpíada e, por isso, o comitê decidiu "reformar" o gramado do Mané. Assim, o campo estará liberado para receber partidas apenas a partir de 15 de fevereiro.

Sem o Mané Garrincha, o Fluminense deve mandar o duelo contra o Furacão no Bezerrão, no Gama. Segundo o Terra, o tricolor já cuidou da burocracia para atuar no Valmir Campelo e aguarda apenas o aval da Primeira Liga. O Brasília, que espera mandar seus jogos pelo Candangão no Mané Garrincha, ainda não decidiu onde enfrentará o Taguatinga.

Fonte: http://www.df.superesportes.com.br/

Candangão nem começou e dois times já podem ser rebaixados: Brasília e Cruzeiro

Dois dos 12 participantes do campeonato não apresentaram documento exigido por lei. Federação, porém, faz vista grossa

Brasília Futebol Clube/Divulgação
A quatro dias do início do Campeonato Brasiliense de Futebol, dois dos 12 clubes inscritos - Cruzeiro-DF e Brasília - estão em situação irregular e arriscam ser rebaixados antes mesmo do começo da competição. Para evitar isso, os clubes precisam obter a Certidão Negativa de Débitos (CND), documento que comprova a inexistência de dívidas com a União. O rebaixamento da dupla inviabilizaria duas das seis partidas da primeira rodada, todas no sábado. 

A punição é prevista na Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte (LRFE), sancionada pela presidente da República, Dilma Rousseff, em agosto de 2015. Segundo o texto, apresentar a CND é necessário para que o clube possa jogar competição oficiais. O descumprimento prevê a participação do clube infrator na “divisão imediatamente inferior à que se encontra classificada” e, em consequência, promove o primeiro clube colocado na divisão abaixo para preencher a vaga desocupada. Os dois times “na fila” são Paranoá e Planaltina-DF.

Apesar do texto claro nesta parte, há brechas que já desencadearam duas decisões no tapetão durante o Campeonato Cearense, iniciado há duas semanas. Lá, a federação estadual estipulou que os clubes teriam até 28 de dezembro para entregar o documento. Tiradentes e Guarany de Sobral deixaram o prazo vencer e se viram na segunda divisão do estadual. O quadro, no entanto, se reverteu. No caso do Tiradentes, a Federação Cearense de Futebol alegou que o clube havia entregue parte da documentação. Já o Guarany ganhou a causa após acionar o TJD-CE. A batalha foi vencida e o time de Sobral reconquistou a vaga na elite por não existir uma data-limite na lei que obrigue os clubes à apresentarem a certidão.

Maurício Correia da Veiga, advogado especialista em direito esportivo, esclarece que a LRFE não define as datas e que “cabe à entidade de administração do desporto incluir isso no regulamento”. Segundo ele, porém, nenhuma federação fez isso, o que dá margem para brechas. A lei não obriga que o prazo esteja no regulamento e, dessa forma, a FFDF não sofrerá penalidades. “O que pode acontecer é o clube que está em dia com os pagamentos, exigir que os outros clubes apresentem”, explica Maurício. Dessa forma, o caso passa a ser julgado pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Distrito Federal (TJD-DF).

Explicações
Sobre as pendências, o presidente do Brasília, Luís Felipe Belmonte, pontua: “Nós temos quatro ações trabalhistas que vamos resolver essa semana e tem também o fundo de garantia que nós estamos acertando”. Ele diz que providencia o parcelamento das dívidas para “chegar no início do campeonato com todas as posições zeradas”. 

O objetivo do Cruzeiro é o mesmo. Segundo o presidente Ivani Alves Oliveira, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) está em dia, mas resta uma pendência (não especificada pelo dirigente). Esse tipo de débito impede o clube de receber qualquer tipo de patrocínio proveniente de órgãos públicos. 

O presidente da Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF), Erivaldo Alves, segue na contramão da lei e afirma que as competições ocorrerão normalmente, sem interferência da regularidade fiscal dos times. Para ele, nenhum time será rebaixado por não ter a certidão. Antônio Teixeira, diretor do Departamento Jurídico da entidade, defende que a “a burocracia não pode sobrepor a lógica esportiva, salvo doping”: “Estamos obedecendo que o descenso só pode ocorrer mediante a critério técnico estipulado”. 


Números incertos

Até segunda-feira (25/1), a FFDF afirmava que quatro clubes estavam em situação irregular. O Correio teve acesso ao e-mail enviado à Confederação Brasileira de Futebol no dia 22 de janeiro, no qual a entidade escreve que “cerca de 32% dos 12 (doze) clubes que constituem a primeira divisão do futebol profissional do Distrito Federal estarão sujeitos ao rebaixamento caso persista a obrigação de apresentação da mencionada certidão CND”. Pelas contas matemáticas, acaba ocorrendo uma imprecisão: seriam 3,84 clubes inadimplentes, mas a entidade confirmou por telefone que eram quatro com base na consulta que fizeram no site da Receita Federal.

O controle feito pelo presidente Erivaldo Alves também se baseia no argumento de que oito dos 12 times têm convênio com o BRB, que por ser banco público exige documentações, como a CND, em dia. O cartola, no entanto, não exige a entrega da certidão e fica a cargo de cada time entregar. O Taguatinga, por exemplo, afirmou estar em situação regular, mas não recebeu cobrança alguma da federação e só entregaram os documentos ao patrocinador. Nem por isso, porém, recebeu cobrança da FFDF.

O cartola confirmou que o Brasília e o Cruzeiro estão atrás da regularização, pois são clubes não conveniados ao BRB. O Correio apurou e apenas os presidentes das duas agremiações confirmaram a irregularidade. Segundo o presidente do Sobradinho, deputado Ricardo Vale, o clube é um dos times que não conta com o apoio do BRB, mas, mesmo assim, não deve nenhuma certidão. Dos outros clubes sem apoio do banco (que somam cinco, e não quatro: Brasiliense, Brasília, Cruzeiro, Gama e Sobradinho), o presidente do Gama, Antônio Alves Nascimento, confirma que não está em débito e o Brasiliense também não por ter aderido ao Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro (Profut), que parcela as dívidas do clube com a União.

O que diz a lei
O artigo 40 da Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte (13.155/2015) altera o artigo 10 do Estatuto do Torcedor (lei 10.671/2003) e exige “apresentação de Certidão Negativa de Débitos relativos a Créditos Tributários Federais e à Dívida Ativa da União”. Em caso de descumprimento, o texto prevê participação na “divisão imediatamente inferior à que se encontra classificada”.

Fonte: http://www.df.superesportes.com.br/

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Primeira rodada do Campeonato Candango tem pedido de demissão de dois técnicos

Omar Feitosa diz que Colorado precisa rever conceitos para crescer

Bastou uma rodada   para  o Campeonato Candango apresentar velhos problemas.  Em 2016, o torneio começa com  Planaltina e Brasília sofrendo trocas no comando. Insatisfeitos com a gestão dos clubes, Jorge Medina e Omar Feitosa pediram a rescisão de contrato.
O time goiano agiu rápido e anunciou Pedro Mendes, que esteve à frente do Planaltina na derrota para o Gama por 3 x 1. Omar Feitosa, por sua vez, viveu os  últimos momentos na capital com a presença nas arquibancadas do Serra do Lago, em Luziânia, para acompanhar o empate dos donos da casa contra o Paracatu, que seria o próximo adversário do Brasília, e uma conversa de 30 minutos com o grupo ontem pela manhã, no Park Way.
“O trabalho fugiu das minhas mãos. Tem que ser a quatro mãos, clube e treinador, e não só o clube”, explica Omar Feitosa, que estava desde junho de 2015 no Colorado.
“Talvez o Brasília reveja conceitos a partir de agora. As coisas precisam mudar. É uma atitude altruísta minha. Saí pelos atletas”, complementa.
E AGORA ?
O novo técnico deve ser anunciado amanhã. Para o próximo compromisso no Candangão, contra o Paracatu, sábado, às 16h, o auxiliar Marquinhos Carioca será o responsável por armar a equipe. 
A diretoria estuda nomes e ouviu sugestões do presidente Luis Felipe Belmonte por meio de vídeoconferência - Belmonte mora em Londres. “Iremos contratar um técnico  de outro centro. Já iniciei contatos agora mesmo”, avisa o presidente.
Feitosa, que agradeceu o presidente do clube em sua passagem por Brasília, guarda a classificação na Copa Sul-Americana contra o Goiás e o pedido de fico dos jogadores como os momentos mais marcantes na cidade.
Omar: "Não participei das contratações"
Em contato por telefone com a reportagem do Jornal de Brasília, Omar Feitosa reforçou diversas vezes durante a conversa que  as coisas não  estão caminhando bem no Brasília. De acordo com o técnico, ele saiu para não “violar valores” que preza. 
“Não participei de nenhuma contratação. Para não falar de nenhuma, na do Gilmar fui buscar informações e aprovei. A do Baiano, o presidente quis muito e concordei por ser tratar de um jogador que conhece o futebol de Brasília e vai dar frutos”, admite. 
Omar Feitosa chegou ao Colorado  em 2015 por meio do ex-diretor-executivo José Carlos Brunoro, que deixou o Colorado no fim do ano passado e tinha como projeto levar a equipe à Série B nacional em seis anos. O ex-dirigente do Palmeiras durou pouco na capital e deu lugar a Leandro Rodrigues, genro de Vanderlei Luxemburgo e atual diretor-executivo.
“Sedimentar a construção de um clube é fundamental. Depois, a parte midiática. Falar em projeto é batido, ainda mais por quem é falado”, conclui Omar.
Nem para o começo?
Jorge Medina pediu demissão antes mesmo da estreia do clube. O multicampeão candango não treinava uma equipe desde 2006, quando liderou o Paranoá.
Saiba mais
A rescisão entre o técnico Omar Feitosa e o Brasília não vai gerar multa. 
O presidente Luis Felipe Belmonte disse que foi pego de surpresa com o pedido e que não poderia fazer muita coisa para mudar a situação.
Ele reforçou que os resultados recentes, sem vitórias, podem ter pesado na decisão de Omar deixar o clube.
Belmonte afirmou também não ter pressionado o técnico em momento algum e que trará um profissional experiente para a sequência da temporada.
Feitosa, por sua vez, disse  não ter propostas e que deve descansar com a família.
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Para o goleiro Artur, a prioridade da temporada é o Candangão

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Com 5 anos de Brasília, o goleiro Artur é um dos grandes nomes do Avião do Cerrado na busca pelos títulos de 2016 e um dos mais conhecidos pela torcida.
Esteve em momentos marcantes na história recente do clube, como na participação do clube na Copa Sul-Americana e no título da Copa Verde, onde foi o grande herói da final diante do Paysandu, no Mané Garrincha.
Confira a entrevista com o jogador, falando da sua história no futebol, a histórica Copa Verde de 2014, a expectativa para a temporada deste ano e o trabalho no dia a dia no clube.

1-    Como foi o seu começo no futebol?
Comecei jogando futsal e depois fui para o campo, no Sobradinho, ainda no infantil. No juvenil eu joguei no Goiás. Voltei e fui para o Brasiliense. Passei pelo Gama, na série D. Agora estou no Brasília já faz 5 anos.
Uma pessoa que me ajudou muito foi o Guto, treinador de goleiros do Brasiliense. Eu treinava no profissional e jogava nos juniores. Um cara espetacular e até hoje a gente mantém contato. Ele, o Alex (ex-treinador de goleiros do Brasília) que estava com o grupo na Copa Verde de 2014 e o Marcão, nosso atual treinador. São três caras que me ajudaram a ser o que sou hoje, inclusive na minha índole.
2-    E a sua chegada ao Brasília, como foi?
Cheguei em novembro de 2011, quando o time já estava na preparação pra temporada de 2012. O Régis me trouxe do Gama. O treinador do Brasília era o Gauchinho e o goleiro era o Marcão, nosso atual treinador de goleiro.
Fui titular na segunda divisão e subimos. No Candangão de 2013 o titular foi o Marcão e ele foi muito bem. Conseguimos o vice campeonato e a vaga na série D, quando voltei a ser titular com o professor Marcos Soares. Fui titular também na copa verde e na Sul-Americana. Agora o Omar chegou e me manteve.
Nos 5 anos de clube fui titular em 4 temporadas. Em 2016 espero manter o trabalho, mas sempre respeitando todo mundo. Trabalho forte todo dia e o importante é manter a sequência muito positiva.
3-    Você foi um dos ícones daquele título da Copa Verde de 2014. Como foi pra você aquela competição?
É difícil até explicar. Aquela Copa Verde foi inesquecível pra todo mundo. Pra mim, particularmente, foi excelente. Só fui tomar gol na semifinal contra o Brasiliense, só no jogo da ida.
Fiz uma competição praticamente perfeita. Pelo merecimento que eu e o grupo tivemos, fui coroado na final, podendo ser um dos protagonista. Parece que Deus colocou tudo encaminhado para que aquele momento acontecesse.
Quem viu a competição e assistiu aos nossos jogos, sabe como foi. Viajar, jogar, tinha o Candangão e a Copa do Brasil em cima. Chegamos a jogar 7 jogos em 2 semanas. Quem estava perto viu o quanto sofremos pra ser campeões.
Foi excelente olhar aquele estádio cheio, em casa, poder ver os amigos, a família, todo mundo. Brasília inteira parou pra ver a gente. E, no final, eu ser um dos principais e defender dois pênaltis é inexplicável, não tem como apagar. Fomos os primeiros campeões da Copa Verde e isso está em tudo quanto é lugar que você procurar.
4-    A Copa Verde foi o ápice da sua carreira?
Sim. É título importante, jogando, sendo o menos vazado, pegando pênaltis na final. É uma coisa inexplicável. Até hoje, mesmo jogando e não levando gol na sul-americana contra time de série A, a Copa Verde foi inexplicável. Em casa, com estádio cheio e título. Daqui pra frente vou tentar conquistar coisas maiores ainda, mas até hoje foi aquela final.
5-    Atualmente o Brasília conta com excelentes goleiros, tanto no profissional quanto nos juniores. Como é essa disputa pela titularidade com o Carné e o treino com os jovens Fábio e Luan?
Nos últimos anos podemos fazer e participar da história. Temos uma diretoria séria, com o doutor Belmonte. Um cara sério, que gosta muito de futebol e que está ajudando o clube a dar sequência na história que estamos construindo.
Depois do Marcão e do Fernando, é muito bom estar com o Carné, um cara parceiro, tranquilo. Conversamos muito. Ele é um cara que já rodou muito, jogou série B, no Flamengo. Um cara espetacular. Isso acaba fazendo que a gente treine mais, mantendo o alto nível numa briga saudável para ver quem vai ser o titular.
Os meninos da base, o Luan e o Fábio, vem pra somar. O que o Guto me ensinou quando era profissional e eu era júnior, é o que eu tenho pra passar para o Fábio, que já está no Brasília há 2 anos, e para o Luan, que chegou agora a pouco. São dois meninos muito bons, que com certeza vão render bons frutos para o clube.
Eu e o Carné sempre tentamos passar coisas boas pra eles, sempre dando aquelas dicas nos treinamentos, no dia a dia, pra que eles possam evoluir. Como eu pude escutar o Guto e aprendi muito, espero que eles nos escutem e possam aprender cada vez mais.
6-    Na sua opinião, você leva vantagem na briga pela titularidade pela história que você construiu aqui no Brasília?
É difícil falar porque tem gente que está há muito tempo no Brasília e não é titular. Pelo histórico não sei, mas tentamos trabalhar e passa a maior confiança possível para o Omar e para que eu possa conseguir estar entre os 11. Não sei dizer se o peso de eu estar a 5 anos no clube faz com que eu jogue. Normalmente o treinador tem a cabeça dele, e o goleiro é uma posição de confiança do treinador.
7-    Como está a expectativa para a temporada?
A expectativa pra temporada é a melhor possível. Sabemos do trabalho que está sendo feito, das peças que chegaram, que fortaleceu ainda mais o elenco. O mais importante é o Candangão, que garante vaga na série D por dois anos. Copa Verde e Copa do Brasil são coisas boas, mas são consequências, a prioridade do Brasília é o Candangão. A série D vai garantir o nosso calendário. A nossa responsabilidade é muito grande.
8-    Samambaia é um lugar que você se identifica muito. Como você se sente lá?
Moro em Samambaia há 24 anos. É um lugar que eu gosto e vivo desde criança. Conheço todo mundo e todo mundo me conhece e tenho um carinho muito grande.
9-    Pessoalmente e profissionalmente, quais são os seu sonhos?
Nessa profissão a gente pode sonhar muito alto, mas sempre com a consciência de que é uma escalada difícil. Tenho sonhos que muita gente não pode nem imaginar. Profissionalmente, já tive muito sonho de ir pra time grande. O sonho não some, mas tenho uma história dentro do Brasília e o Brasília quer ser grande. Se eu tiver a oportunidade de estar aqui quando isso acontecer, quero ficar aqui e fazer ainda mais história no clube. Pessoalmente é comprar várias casas e deixar que a nossa família viva bem, que é o sonho da maioria dos jogadores.

Fonte: Brasília FC

Brasília empata na estreia do Candangão

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O Brasília Futebol Clube (BFC) estreou na tarde deste sábado, 30, na 41ª edição do Campeonato Candango. Apesar do empenho dos jogadores dentro das quatro linhas do estádio Serra do Lago, em Luziânia-GO, o Avião do Cerrado empatou com o Taguatinga por 1 x 1, e agora soma um ponto na busca por seu 9º título candango na história. Anjinho marcou um belo gol de bicicleta, aos 31’ do segundo tempo, mas o Colorado acabou sofrendo o empate no apagar das luzes.
Sentindo ainda a falta de ritmo, natural na primeira rodada da competição, o Brasília não levou perigo aos rivais nos primeiros 25 minutos de partida, quando a arbitragem parou o jogo, determinando a parada técnica. Na volta ao gramado, o meia do Colorado, Gilmar, cobrou boa falta da intermediária, mas o goleiro adversário defendeu.
Aos 42 minutos, o BFC, que estava em cima dos oponentes, teve escanteio a seu favor. Baiano foi para a cobrança e levantou a bola na pequena área com bastante veneno. Outra vez, o arqueiro do time adversário estava atento e salvou o que seria um gol olímpico do volante colorado. Ele repetiu a batida aos 46’, mas desta vez a redonda resvalou no travessão e saiu pela linha de fundo. Assim, as equipes foram para os vestiários com o 0 x 0 no placar.
Sem alteração nenhuma para o segundo tempo, o Brasília voltou a assustar a defesa do Taguatinga na bola parada, aos quatro minutos do segundo tempo. Outra vez Baiano alçou bola na área, ela passou por todos e sobrou para Lorran. Mas ele escorou meio sem jeito para mandar pela linha de fundo, rente à trave esquerda do goleiro.
Com dez minutos de bola rolando na etapa final, o técnico Omar Feitosa sacou Baiano e Nelinho do duelo, para promover as entradas de Santos e Anjinho, respectivamente. A partir daí, o time passou a pressionar mais no ataque. Na sequência, o lateral-direito Dedê teve que deixar o gramado em decorrência de uma contusão e Kleber entrou na sua vaga.
Coincidência ou não, o Avião do Cerrado encurralou os defensores do Taguatinga, para tentar abrir o marcador. Deste modo, aos 25 minutos, Murilo acertou um foguete da entrada da área, defendida pelo arqueiro taguatinguense. Mas, aos 31’ não teve jeito, após o escanteio a bola sobrou para o atacante Anjinho. Ele experimentou de bicicleta e fez 1 x 0 para o Colorado.
Embora os jogadores do Taguatinga tentassem o gol que lhes daria o empate, o goleiro Artur salvou o Brasília aos 35 minutos, e contou com a sorte aos 37’, com a bola do meia oponente acertando sua trave esquerda. Mas, aos 48’, Gaúcho empatou para o Taguatinga. O placar final foi 1 x 1, no estádio Serra do Lago, em Luziânia.
A próxima batalha do Brasília pelo Candangão será no dia 6 de fevereiro (sábado de Carnaval). O adversário da vez é o Paracatu-MG e o confronto entre candangos e mineiros está marcado para o estádio Frei Norberto, na cidade do Noroeste de Minas Gerais, às 16h.

FICHA TÉCNICA
Artur; Dedê (Kleber), André, Índio e Murilo; Pedro Ayub, Baiano (Santos), Lorran e Gilmar; Nelinho (Anjinho) e Giba. Técnico: Omar Feitosa
Cartões amarelos: Pedro Ayub
Cartões Vermelhos: Não houve
Gol: Anjinho, aos 31’ e Adauto aos 48’ do segundo tempo

Fonte: Brasília FC