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quarta-feira, 1 de março de 2017

Com ares de elefante branco, Mané Garrincha completa 100 jogos de futebol

Felipe Menezes/Metrópoles

augurado em 18 de maio de 2013, após ser demolido e reconstruído, o Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha completa 100 jogos nesta quinta-feira (2/3), com a partida Real x Santa Maria, válida pelo Campeonato Candango. O jogo modesto contrasta com os números acumulados pelo gigante. A começar pelo custo da obra, monumental como a avenida que fica ao lado da arena: foi gasto R$ 1,8 bilhão, o valor mais alto entre os estádios construídos para a Copa do Mundo de 2014. Hoje, o custo mensal de manutenção gira em torno de R$ 700 mil.
Da reestreia até hoje, 2.217.355 torcedores passaram pelos 99 jogos de futebol disputados até agora (confira curiosidades abaixo). Mas o estádio que recebeu importantes partidas da Copa das Confederações de 2013, da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016 — além de shows como os de Paul McCartney, Pearl Jam e Guns ‘n Roses — pouco terá a comemorar este ano.

Isso porque a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), com apoio da maioria dos 20 clubes da Série A, proibiu a venda de mando de campo no Brasileirão. Dessa forma, o Flamengo — time que mais atuou no gramado brasiliense, com 20 duelos — não voltará a sua segunda casa, pelo Brasileirão-17.
A decisão da CBF irritou o Rubro-Negro carioca. “Essa proibição é muito desagradável. Consideramos uma covardia. Não só com Brasília, mas como as outras arenas. A gente espera que isso seja revertido em algum momento”, disse ao Metrópoles o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello.
Sem poder receber confrontos da principal competição nacional, o Mané Garrincha terá que recorrer a outros torneios. Por ora, o jeito é se contentar com partidas do Campeonato Candango. Nesta quinta-feira (2), Real x Santa Maria vão fazer o jogo de número 100 da casa, às 16h. O calendário de partidas de futebol só está garantido até maio, quando ocorrem as finais da disputa local. No restante do ano, a arena pode ficar às moscas.
O arquitetoNão são apenas os torcedores que podem ficar na mão. Autor do projeto do estádio e personagem essencial na história do novo Mané Garrincha, o arquiteto Eduardo Castro Mello não esconde a frustração com alguns aspectos da obra. No entanto, a reclamação não é pela escassa programação esportiva, mas devido ao projeto que ficou pela metade, uma vez que muitas das intervenções planejadas não foram executadas.
Lamento não ter sido possível finalizar algumas obras complementares previstas no projeto, tais como a Usina de Placas Fotovoltaicas no anel de cobertura do estádio, que iria suprir toda a demanda de energia elétrica a custo zero. Espero que essas melhorias possam, em um futuro próximo, estar à disposição dos moradores de Brasília"
Luiz Roberto Magalhães/Portal da Copa

Eduardo Castro Mello, arquiteto que projetou o Mané Garrincha
LUIZ ROBERTO MAGALHÃES/PORTAL DA COPA
Eduardo Castro Mello: projeto de geração de energia ficou só na promessa

Paisagismo e túnel inexistentesOutras obras relacionadas ao Mané Garrincha também não passaram de promessas. É o caso da implantação do projeto paisagístico e de manejo de águas pluviais em todo o setor no entorno do estádio. Havia ainda a previsão de túneis interligando o Parque da Cidade Sarah Kubitschek ao Eixo Monumental, próximo ao Centro de Convenções, e de lá ao estacionamento do estádio (veja na galeria abaixo).

Prejuízo para os cofres públicosAs críticas também vêm de órgãos públicos. Ex-presidente e atual conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), Renato Rainha analisou minuciosamente cada relatório das obras envolvendo o Mané Garrincha. O TCDF conseguiu, a partir de um acompanhamento permanente, impedir alguns desmandos.
Mas a ação do Tribunal não foi suficiente. O prejuízo com sobrepreços na arena ultrapassa os R$ 450 milhões. Nessa lista, estão incluídos, por exemplo, contrato de nivelamento a laser do gramado e pagamento maior pela metragem e pela aquisição da grama. Ante todos esses gastos e a pouca utilização do Mané Garrincha, o disgnóstico de Renato Rainha é incisivo:
É um elefante branco e não há solução. Está praticamente sem uso e vem se depreciando"
Renato Rainha, conselheiro do TCDF
A qualidade da obra até hoje é investigada em processo pelo TCDF. O relatório prévio aponta que existem incompatibilidades entre os acabamentos especificados e os materiais empregados na obra. Defeitos como resto de material, trincas, desníveis e até a largura do piso e dos degraus são apontados no relatório, que ainda espera de decisão de mérito.
“É um estádio onde foi gasto dinheiro sem qualquer razoabilidade. Não temos times de tradição e a arena custou mais do que o Maracanã. Não há justificativa. Por muito menos fariam uma arena, na ordem de R$ 300 milhões, e sobraria R$ 1,4 milhão para investir na saúde, por exemplo”, ressalta o conselheiro do TCDF Renato Rainha.
Hoje, sabe-se para onde foi parte do dinheiro usado para erguer o Mané Garrincha: escoou pelo ralo da corrupção. Investigadores da Operação Lava Jato — que apura desvios bilionários de dinheiro público da Petrobras — descobriram que recursos foram destinados ao pagamento de propinas. A informação foi confirmada por um dos delatores preso na ação, Otávio Azevedo, ex-presidente da Andrade Gutierrez.

 
Quem vai pegar o Elefante Branco no colo?A pergunta que se faz é: quem vai cuidar do estádio? Com gastos na casa dos R$ 700 mil mensais para a manutenção da arena, o GDF tenta passar a gestão da praça desportiva à iniciativa privada.
O governo local criou uma área chamada ArenaPlex, que envolve a administração não só o estádio Mané Garrincha, como também o Ginásio Nilson Nelson, o Complexo Aquático Cláudio Coutinho e as quadras poliesportivas do local.
Uma empresa foi contratada para elaborar um estudo de viabilidade. De acordo com a Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), falta apenas o projeto específico para o Ginásio Nilson Nelson. Os demais já foram concluídos. Assim que essa etapa estiver concluída, será lançado o edital de licitação para escolher a empresa que ficará responsável por executar o projeto.

Fonte: Metrópoles

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Santa Maria goleia o Brasília de virada

Santa Maria saiu atrás do placar contra o Brasília, no Mané Garrincha, mas anotou quatro gols em 26 minutos em uma reação impressionante e venceu a primeira: 4 a 1.

Santa Maria conseguiu virada impressionante para cima do Brasília (Foto: Marcelo Gonçalo / Santa Maria)O Mané Garrincha abriu os portões para o outro jogo deste sábado, entre Brasília e Santa Maria. e os torcedores que foram até a arena não se arrependeram e viram um show de gols. Após sair atrás do placar, o Santinha imprimiu grande reação na segunda etapa e goleou o Colorado por 4 a 1.
O primeiro tempo foi de equilíbrio e nada de gols. Já no início da segunda etapa, o Brasília abriu o placar com João Arthur. Em desvantagem, o técnico Jairo Araújo mexeu no estilo de jogar do Santa Maria, que passou a dominar a partida. A reação começou com gol de Fábio Silva, aos 20 minutos. Pouco depois veio a virada, com Adenisio, aos 24. Aos 40, Fábio Silva voltou a balançar a rede e ainda deu tempo de Gleicinho fazer o quarto gol do Santinha nos acréscimos.
Foi a primeira vitória do Santa Maria, que chegou a quatro pontos e subiu para a sexta colocação da tabela. O Brasília é o oitavo, com três pontos. Porém, as posições dos dois ainda podem mudar com o complemento da rodada, neste domingo.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/df

Mané Garrincha está fora do Brasileirão 2017

DANIEL FERREIRA/METRÓPOLESO Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha sofreu um duro golpe nesta segunda-feira (20/2). Em medida anunciada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), os clubes estão proibidos de vender mandos de campo para outros estados. Sem representantes nas principais divisões de futebol do país, o Distrito Federal ficará sem jogos do Brasileirão em 2017.

A arena, que custou R$ 1,8 bilhão aos cofres públicos e demanda do GDF R$ 13 milhões anuais em manutenção, pode ficar sem receber uma partida sequer a partir de maio, quando ocorrem as finais do Campeonato Candango. A proibição da CBF, porém, é válida apenas para o Campeonato Brasileiro, o que permite clubes mandarem jogos aqui em outras competições, como a Copa do Brasil.
Há também a possibilidade — remota — de Ceilândia e Luziânia optarem por jogar no estádio de 70 mil lugares na Série D do Brasileiro ou na Copa Verde. As equipes são as representantes do DF na busca pelo acesso à Série C. Os times, porém, mandam seus jogos no Abadião e na Serra do Lago, respectivamente.
CandangãoDesde a reinauguração em 2013, na final do Campeonato Candango vencido pelo Brasiliense, o Mané Garrincha recebeu 99 partidas. Em 2017, abrigou Flamengo e Grêmio pela Copa Primeira Liga e cinco partidas do Candangão, estas sempre com públicos inferiores a 500 pagantes.
A medida prejudica outras arenas construídas para a Copa do Mundo de 2014, como a de Manaus, Natal e Cuiabá, onde não há representantes na elite do futebol nacional. A decisão foi tomada pelos próprios clubes. O Flamengo foi um dos que se posicionou de forma contrária à decisão.

Fonte: Metrópoles

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Brasiliense e Real FC somam mais um ponto, e Brasília vence a primeira

Jacaré empata em 1 a 1 com o Atlético Taguatinga, enquanto o Real FC fica no 0 a 0 com o Luziânia; Colorado se recupera no campeonato e vence bem o Paranoá por 3 a 0.

O Brasiliense segue invicto no Candangão 2017. No entanto, não tem mais a campanha 100%. Neste domingo, o Jacaré encarou o Atlético Taguatinga, no Aabadião, e ficou apenas no empate em 1 a 1. Outro time que vinha de vitória na primeira rodada e ficou no empate neste domingo foi o Real FC, que recebeu o atual campeão Luziânia, no Mané Garrincha, e empatou em 0 a 0. O único time a vencer no dia foi o Brasília, que se recuperou do revés na estreia e bateu com autoridade o Paranoá, no Bezerrão: 3 a 0.
O grande beneficiado pelos resultados foi o Gama, que agora ocupa a ponta isolada da tabela, com seis pontos. Sobradinho, Brasiliense e Real FC, que empataram na rodada, seguem logo atrás, com quatro pontos cada.
ATLÉTICO TAGUATINGA 1 X 1 BRASILIENSE
Atlético Taguatinga e Brasiliense se enfrentaram neste domingo, no Abadião (Foto: Divulgação / A.Taguatinga)Atlético Taguatinga e Brasiliense se enfrentaram neste domingo, no Abadião (Foto: Divulgação / A.Taguatinga)
Jogando no estádio Abadião, em Ceilândia, o Brasiliense até conseguiu sair na frente do Atlético Taguatinga. O experiente centroavante Nunes, que tem passagens por Vasco e Coritiba, balançou as redes pela primeira vez pelo Jacaré, aos 20 minutos do segundo tempo. Porém, o Brasiliense não conseguiu segurar o resultado. O Jaguar, que teve o ex-presidente Edmilson Marçal como treinador, reagiu, empatou o jogo com Hebert, em cobrança de pênalti, a 10 minutos do fim, e garantiu o primeiro ponto do time no Candangão.
Na próxima rodada, o Brasiliense recebe o Sobradinho, na quinta-feira, novamente no Abadião, às 16h. Já o Atlético Taguatinga vai até Luziânia, na quarta-feira, enfrentar os donos da casa a partir das 16h (horários de Brasília).
REAL FC 0 X 0 LUZIÂNIA
Fechando a rodada dupla realizada no Mané Garrincha, o Real FC recebeu o Luziânia. Caçula da elite candanga, a jovem equipe que já tinha surpreendido o vice-campeão Ceilândia na primeira rodada, deu trabalho para os atuais campeões. O Azulino, por sua vez, tentava se recuperar do tropeço na estreia contra o Paraná, mas não conseguiu romper a defesa adversária. No fim, nada de gols.
O próximo jogo do Real FC é na quarta-feira, quando o time enfrenta o Formosa, novamente no Mané Garrincha, às 16h. O Luziânia, que ainda não venceu em jogos oficiais na temporada, vai em busca de reação no mesmo dia e horário, quando recebe o Atlético Taguatinga em casa.
Real FC e Luziânia não sairam do 0 a 0 no Mané Garrincha (Foto: Ricardo Botelho / Real FC)Real FC e Luziânia não sairam do 0 a 0 no Mané Garrincha (Foto: Ricardo Botelho / Real FC)

PARANOÁ 0 X 3 BRASÍLIA
Após perder para o Sobradinho na rodada de abertura, o Brasília se recuperou neste domingo e conquistou vitória com autoridade sobre o Paranoá. O Colorado não deu chances ao time recém-promovido e abriu o placar logo aos 4 minutos, com Wallace. João Artur ampliou para o Brasília ainda no primeiro tempo e Eltinho fechou o placar de 3 a 0 na segunda etapa.
O Brasília agora terá uma pedreira pela frente: na quarta-feira, o time encara o líder Gama, no Bezerrão, às 20h. Já o Paranoá viaja até Paracatu, onde enfrenta o time da cidade mineira, no mesmo dia e horário. 

Fonte: http://globoesporte.globo.com/df/futebol/campeonato-brasiliense/noticia/2017/02/brasiliense-e-real-fc-somam-mais-um-ponto-e-brasilia-vence-primeira.html

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Flamengo vence o Grêmio em noite estrangeira no Estádio Mané Garrincha


Reprodução da TV
Flamengo marca próximo jogo da Primeira Liga para o Bezerrão, no Gama
A torcida do Flamengo saiu do Mané Garrincha na noite desta quarta-feira com amnésia. Não lembra mais quem é Jorge — aquele lateral-esquerdo promissor de 19 anos vendido ao Monaco, que gerou até protesto na sede do clube. Com mais uma exibição convicente, o herdeiro da posição, Miguel Trauco, voltou a ser decisivo. Foi dele o passe para o gol de Everton na vitória sobre o Grêmio por 2 x 0 na estreia dos dois clubes no Grupo B da Primeira Liga. O estreante colombiano Berrío aumentou o placar no segundo tempo.

Eleito o melhor jogador do último Campeonato Peruano, Miguel Trauco tem um início arrasador com a camisa rubro-negra: um gol e quatro assistências. Na estreia no Campeonato Carioca, nas Arena das Dunas, em Natal, contra o Boavista, fez um gol e deu assistências para o compatriota Guerrero e o meia Diego. No fim de semana, entregou presente para Mancuello na goleada sobre o Nova Iguaçu. Ontem, foi Everton foi o felizardo da vez.

A vitória de ontem deixa o Flamengo na liderança do Grupo B com três pontos. América-MG e Ceará empataram por 0 x 0 na estreia e soman um ponto cada. O Grêmio é o lanterna. O Flamengo volta ao Distrito Federal no próximo dia 16, quinta-feira, às 21h30, para enfrentar o América-MG. O local escolhido é o Bezerrão, no Gama.

"A escolha pelo Bezerrão é para prestigiar o grande número de torcedores que temos nas outras cidades daqui, como o Gama. O Distrito Federal é o nosso maior reduto de sócios fora do Rio e queremos dar chance a todos de verem o Flamengo. Gostaria de trazer um clássico do Carioca pra cá, mas o regulamento exige neste ano que seja no Maracanã ou no Engenhão", disse ao Correio Braziliense o presidente Eduardo Bandeira de Mello, no intervalo do jogo.

Por falar em clássico, o próximo compromisso do Flamengo é diante do Botafogo, no Estádio Nilton Santos, pela quarta rodada da Taça Guanabara, o primeiro turno do Campeonato Carioca.

Primeiro tempo

Dirante de um Grêmio reserva e sem técnico no Mané Garrincha — Renato Gaúcho ficou em Porto Alegre trabalhando com os titulares e foi substituído pelo auxiliar Alexandre Mendes — era natural a pressão inicial do Flamengo. Com apenas três minutos de jogo, o time carioca, usando força máxima, criou duas chances de gol em bolas aéreas. Na primeira, Mancuello cobrou escanteio na cabeça de Réver e o zagueiro finalizou para fora. Em outro lance, novamente Mancuello alçou a bola na área e o volante Willian Arão mandou à esquerda do goleiro Bruno Grassi.

O Grêmio suportou o início elétrico do Flamengo e equilibrou o jogo. A torcida rubro-negra só voltou a gritar quando Everton deu um chapéu no ex-companheiro de time Fernandinho. A do Grêmio despertou em um chute fraco, de fora da área. Muralha pegou fácil.

O duelo voltou a ter emoção aos 37 minutos do primeiro tempo. Bruno Grassi quebrou a monotonia ao quase engolir um frango. Mancuello chutou e o goleiro quase jogou a bola para a própria rede. Conseguiu ser o herói de si mesmo ao se recuperar. Willian Arão tentou aproveitar o rebote, Rafael Vaz arriscou um voleio, mas a bola insistiu em não entrar.

O gol finalmente saiu aos 42 minutos. O peruano Trauco deu mais uma demonstração de que chegou para fazer a torcida esquecer Jorge, vendido para o Monaco, da França. Diego iniciou jogada individual e devolveu para Trauco. Everton passou por trás da zaga pedindo a bola e o lateral serviu no tempo certo. Everton soltou uma bomba e abriu o placar no Mané Garrincha. Foi a quarta assistência de Trauco para gol em quatro jogos oficiais na temporada. Duas para Guerrero, uma para Diego e outra nos pés de Everton.

Na saída para o intervalo, Diego considerou o jogo difícil. "Eles (Grêmio) estão se fechando bem defensivamente, dificultando nosso trabalho, mas continuamos com a ideia fixa do que teríamos de fazer e por isso conseguimos o gol", disse ao SporTV na saída do campo.

Segundo tempo


O Grêmio voltou pilhado e criou três chances de gol. De Porto Alegre, o técnico Renato Gaúcho mandou o auxiliar Alexandre Mendes tirar o voltante Michel para a entrada de Jael. Mais ofensivo, o tricolor assustou expôs fragilidades da defesa do Flamengo pelas pontas e nas bolas aéreas. Miller Bolaños obrigou Muralha a espalmar a bola para escanteio. Everton e Fernandinho, em sequência, também testaram o goleiro rubro-negro. Depois de uma trama entre Cortez e Fernandinho, Arão evitou o gol de empate.

Depois da pressão, foi a vez de outro gringo entrar em cena. O estreante colombiano Berrío entrou no lugar do argentino Mancuello e teve estrela. Diego cobrou escanteio, Guerrero cabeceou, Grassi espalmou, Réver finalizou e a bola sobrou livre para Berrío, de peixinho, estufar a rede pela primeira vez. 
  
Ficha técnica

Flamengo 2
Alex Muralha
Pará, Réver, Rafael Vaz e Trauco
Romulo, Willian Arão e Diego (Márcio Araújo)
Mancuello (Berrío), Paolo Guerrero e Everton (Gabriel)
Técnico: Zé Ricardo

Grêmio 0
Bruno Grassi
Léo Moura, Rafael Thyere, Bressan e Bruno Cortez
Michel (Jael), Kaio e Arthur
Fernandinho, Bolaños e Everton (Maxi Rodríguez)
Técnico: Alexandre Mendes

Gols: Everton (Flamengo), aos 43 minutos do primeiro tempo; Berrío, aos 32 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Diego (Flamengo), Bressan (Grêmio)
Público: 20.222 pagantes
Renda: R$ 940.620
Árbitro: Braulio da Silva Machado (SC)  

Torcidas encontram estrutura precária no Mané Garrincha

André Borges/Agência Brasília

Enquanto Flamengo e Grêmio disputam partida válida pela Copa Primeira Liga, torcedores encontram banheiros quebrados e falta de iluminação


Ano novo, velhos problemas. Em sua segunda partida no ano, o Estádio Mané Garrincha — o mais caro construído para a Copa do Mundo de 2014, com custo de R$ 1,8 bilhão — continua apresentando falhas estruturais. Durante o jogo entre Flamengo x Grêmio, pela Copa Primeira Liga, na noite desta quarta-feira (8/2), foi possível flagrar banheiros e corredores sem luz, torneiras sem água e vidros trincados onde circulam torcedores.
Na arquibancada inferior, poucos sanitários estavam disponíveis ao público. Boa parte deles, com as luzes desligadas e mau cheiro. Na área destinada à torcida organizada do Grêmio, há vidros trincados.
“Órfão” de um gestor, o Mané Garrincha custa R$ 13 milhões anuais ao GDF, que, por sua vez, sofre para se livrar dos gastos. O projeto do estádio está inacabado, faltando itens importantes, como o paisagismo externo, o sistema de drenagem da água da chuva, instalação de placas de energia solar e também o tão comentado selo LEED Platinum, que colocaria a arena entre as mais sustentáveis do mundo.
Procurado para comentar o assunto, o GDF não tinha se manifestado até a última atualização desta reportagem.

Fonte: http://www.metropoles.com/esportes/futebol/torcidas-encontram-estrutura-precaria-no-mane-garrincha

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Em jogo de duas viradas, Sobradinho leva a melhor e bate o Brasília no Mané

O público foi pequeno, bem pequeno para as dimensões do Mané Garrincha. Mas os poucos torcedores que acordaram mais cedo no domingo e foram ao primeiro evento do ano na arena da capital federal acabaram brindados com um jogo bastante empolgante pela rodada de abertura do Candangão. Em ritmo acelerado durante os 90 minutos, Brasília e Sobradinho protagonizaram duelo equilibrado, com golaços e duas viradas no placar. No fim, melhor para o Leão da Serra, que venceu por 3 a 2 e pulou para a ponta da tabela.
O Sobradinho saiu na frente com gol contra de Eltinho aos 33 minutos da primeira etapa. O Brasília empatou pouco depois, em linda "puxeta" do zagueiro Sadan, e virou no início da segunda etapa, com Wallace, em contra-ataque mortal. Mas o Leão da Serra teve forças para retomar a frente com dois gols de Betinho - um de pênalti e outro em bonito lance individual - e vencer por 3 a 2. 
Sobradinho venceu o Brasília em partida animada no Estádio Mané Garrincha (Foto: Milo Rezende / Sobradinho EC)Sobradinho venceu o Brasília em partida animada no Estádio Mané Garrincha (Foto: Milo Rezende / Sobradinho EC)
Com o resultado, o Sobradinho alcançou os mesmos três pontos do Real FC, que também estreou com vitória, no sábado. Os dois times ainda têm o mesmo saldo de gols, mas o alvinegro leva vantagem por ter marcado mais vezes: 3 contra 1. Outros três jogos completam a rodada de abertura do Candangão ainda neste domingo, todos às 16h (de Brasília):  Paracatú x Santa Maria, Gama x Atlético Taguatinga e Brasiliense x Formosa.
ABRE ASPAS
Resultado importantíssimo para a gente agora poder trabalhar bem a semana. Esse Candangão está muito equilibrado, então é muito importante começar com o pé direito
Betinho,
autor de 2 gols para o Sobradinho
- É um jogo de estreia, tem um pouco de ansiedade. Mas fomos muito felizes de concluir com a virada e a vitória. Tive a oportunidade de fazer dois gols, foi muito bom. Resultado importantíssimo para a gente agora poder trabalhar bem a semana, com a tranquilidade dos três pontos garantidos. Esse Candangão está muito equilibrado, acho que vai ser um dos melhores dos últimos anos, então é muito importante começar com o pé direito como a gente começou - avaliou Betinho, destaque do Sobradinho com dois gols.

- O jogo foi bom. Corremos até o final. Conseguimos virar o placar, mas o time deles também estava muito bem e acabou vencendo. Agora, temos que olhar para os nosso erros, ver onde a gente falhou, e a na próxima semana entrar mais focado para conseguir os três pontos - resumiu Wallace, atacante do Brasília.
MANÉ FICOU VAZIO
Não faltou empolgação das torcidas de Brasília e Sobradinho, que até se fizeram ouvir no Mané Garrincha na maior parte da animada partida. Mas o barulho não escondeu o fato de que o estádio estava bastante vazio. Com apenas 340 torcedores pagantes - para renda de R$ 6.020 -, as arquibancadas ficaram praticamente desertas na primeira partida de 2017 na arena da capital federal, que tem capacidade para 69 mil torcedores.
Público pagante foi de apenas 340 torcedores no Mané Garrincha (Foto: Fabrício Marques)Público pagante foi de apenas 340 torcedores no Mané Garrincha (Foto: Fabrício Marques)
A expectativa é de que o estádio que custou mais de R$ 1,8 bilhão aos cofres públicos volte a encher nesta semana, quando o Flamengo mandará a partida de estreia da Primeira Liga contra o Grêmio, às 19h30 (de Brasília). Herança da curta história de 56 anos da capital federal, as torcidas em Brasília ainda são bem maiores para os clubes de estados como Rio de Janeiro e São Paulo do que para os locais do Distrito Federal.
1º TEMPO - LÁ E CÁ
Brasília x Sobradinho (Foto: Liomar Gomes / Aki Esporte)Sobradinho abriu o placar com gol contra de Eltinho, 
do Brasília (Foto: Liomar Gomes / Aki Esporte)
Brasília e Sobradinho ignoraram os 28 ºC das 11h da manhã e fizeram jogo empolgante no Mané Garrincha. Apesar de algumas falhas técnicas de ambos os lados - típicas de estreia -, não faltou vontade e o ritmo em campo foi acelerado desde o início, animando o pequeno mas barulhento público que compareceu ao estádio. O Colorado começou melhor, criando duas boas oportunidades em cinco minutos. O Sobradinho não deixou por menos, equilibrou e passou a rondar a área de Railson, principalmente nas chegadas pelo lado esquerdo.
De tanto insistir, aos 33 minutos o Leão abriu o placar. Em mais uma boa descida pela esquerda, o lateral China bateu firme cruzado. Na tentativa de afastar, Eltinho, do Brasília, acabou jogando contra a própria meta: 1 a 0 com gol contra, apesar de a arbitragem ter dado oficialmente o camisa 7 do Sobradinho, Ranielly, que estava próximo do lance.
A partida continuou intensa e, sem se abater, o Brasília voltou a pressionar. A recompensa veio rapidamente, aos 38 minutos, com um golaço. Após cobrança de escanteio, a bola sobrou alta na área e o zagueiro Sadan não hesitou: emendou uma "puxeta" e venceu o goleiro Léo para deixar o placar em 1 a 1.
2º TEMPO - VIRADAS E VITÓRIA DO LEÃO
O ritmo corrido foi mantido pelas duas equipes depois do intervalo. Logo aos dois minutos, o Brasília teve grande chance de virar, mas Igor perdeu sozinho na área. O Sobradinho também chegou bem, mas acabou desperdiçando com Betinho.
Aos 12, quando o Leão estava melhor em campo, uma falha da zaga acabou custando caro. O time alvinegro trabalhava com tranquilidade no meio quando Alex, último homem da defesa, dominou mal e perdeu a bola. o Brasília puxou contra-ataque impecável que terminou nos pés de Wallace, sozinho na entrada da área, para tocar na saída de Léo: 2 a 1 para o Colorado.
Betinho marcou o gol que garantiu a vitória para o Sobradinho (Foto: Milo Rezende / Sobradinho EC)Betinho marcou o gol que garantiu a vitória para o Sobradinho (Foto: Milo Rezende / Sobradinho EC)
Mais veloz com as entradas de Kelvin e Lucas nos lugares de Ranielly e Gago, o Sobradinho continuou em cima. Apesar de abrir espaço para o contragolpe, o risco valeu a pena. Aos 29 minutos, João de Deus fez boa jogada individual e foi derrubado na área. Pênalti para o Leão, cobrado por Betinho, firme no canto esquerdo: 2 a 2.
A partida ficou aberta nos últimos 15 minutos e o Sobradinho, aparentemente mais inteiro em campo, levou a melhor. Aos 40, o centroavante Betinho ganhou da defesa na área e bateu no alto, marcando um belo gol e cravando a segunda virada da partida: 3 a 2. Na reta final, o Leão ainda meteu uma bola na trave com China e viu o goleiro Léo fazer duas grandes defesas que garantiram a vitória alvinegra.
PRÓXIMOS DUELOS
Na segunda rodada, o Sobradinho volta a jogar no Mané Garrincha, no próximo domingo, novamente às 11h (de Brasília), contra o time do Paracatú.
Já o Brasília vai em busca da reabilitação contra o Paranoá, no sábado, às 10h (de Brasília), no estádio Bezerrão.
FICHA TÉCNICA
BRASÍLIA 2 X 3 SOBRADINHO
Railson; Eli, Sadan, Bruno e Eltinho; Adenísio, Max (35"/2T - João Bahia) e Yuri (Intervalo - Maykinho); João Arthur, Igor (12"/2T - Dourado) e Wallace
Léo; Andrezinho, Leonardo, Alex e China; Thiago, Helinho, Ranielly (Intervalo - Kelvin) e Gago (23'/2T - Lucas); João de Deus (42'/2T - Wilcker) e Betinho
Técnico:  Christian Ramos
Técnico:  Augusto César
Gols:  33'/1T - Ranielly (Sobradinho); 38'/1T - Sadan (Brasília); 12'/2T - Wallace (Brasília); 30'/2T - Betinho (Sobradinho); 40'/2T - Betinho (Sobradinho)
Cartões amarelos:
Brasília: João Arthur
Sobradinho: Helinho e João de Deus
Local:  Estádio Mané Garrincha

Fonte: http://globoesporte.globo.com/df/futebol/campeonato-brasiliense/noticia/2017/02/em-jogo-de-duas-viradas-sobradinho-leva-melhor-e-bate-o-brasilia-no-mane.html